Domingo, 19 Nov 2017
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Produção & Consumo

Esta seção é destinada a análise e discussão abrangendo setores, empresas, produtos, serviços e consumo. Será aplicada a perspectiva holista, que preconiza que todos os seres interagem formando um todo, sem que se possa entendê-los isoladamente . Portanto, assumimos que os mundos da produção e do consumo estão interligados e se influenciam constantemente; e que o encontro entre esses mundos acaba por definir a natureza dos setores.

 

 

Assumimos também que no cenário (ou ambiente) de negócios os atores estão em constante interação, de maneira que cada movimento empreendido influencia automaticamente o comportamento de todos. Rivalidade e cooperação passam a ser traços comportamentais de suma importância para a determinação da dinâmica das interações. Para dar mais objetividade a perspectiva de cenário de negócios, serão utilizadas expressões como cadeias e redes, todos estas oriundas de abordagens conceituais amplamente discutidas na Teoria Administrativa.

Evidentemente, também será analisado o comportamento do poder público e dos demais atores que formam o cenário de negócios, criando um amplo quadro de stakeholders. Questões como sustentabilidade, responsabilidade social, comércio justo, segurança alimentar e ética nos negócios são integradas ao quadro de análise.

Com respeito ao processo de interação entre atores de uma cadeia de suprimento, observa-se um jogo de forças para definir condições de liderança na corrida pela criação de valor.

Atualmente a maioria das cadeias de suprimento procuram seguir as sinalizações da demanda. Já é amplamente reconhecido que as tendências de consumo precisam ser captadas, analisadas e, de acordo com a viabilidade, atendidas. Além disso, há muito os consumidores deixaram de ser um elo fragilizado ou simplesmente observado como “demanda”. Já existem associações de consumidores e outras iniciativas que dão a esse elo real capacidade de influenciar o funcionamento de muitas cadeias/redes de suprimento.

Mas quem são os clientes? Essa é a pergunta que cada empresa precisa fazer para cada pacote de valor que oferece. Porque o sucesso das cadeias/redes de suprimento está em colocar a tecnologia a serviço da produção de maior valor para o cliente.

Entretanto, os interesses dos atores de transformação e distribuição também pesam na definição do jogo de forças. A tecnologia é a ferramenta mais utilizada para influenciar o padrão de interações na cadeia de suprimento. A capacidade para  inovar  é a força propulsora que acaba por definir as expectativas de cada ator no jogo.

Um exemplo interessante é o caso dos alimentos transgênicos. Os grandes laboratórios, produtores de sementes e de defensivos agrícolas, mostraram-se tão fortes quanto a indústria de alimento final e a distribuição, e impulsionam uma reorganização do sistema agroalimentar em prol da aceitação dos alimentos geneticamente modificados. Eles estabeleceram no elo de insumos, através de sua inovação, um padrão de criação e captação de valor que tornou o negócio deles altamente atrativo.

A interação entre cadeias/redes de suprimentos é um fenômeno que receberá atenção. Por exemplo, tem-se a espetacular convergência industrial observada entre as empresas de aparelhos telefônicos e de material fotográfico. Com relação a internet, empresas de comunicação unem-se a produtores de softwares e a produtores de conteúdo para definir os padrões de uso. O aporte de tecnologia desses atores influencia fortemente os mundos da produção e do consumo.

No momento em que os competidores de diversas cadeias/redes nivelam-se tecnologicamente, a forma como esse recurso é utilizado tornar-se o diferencial competitivo da nova era. O que encontra-se à disposição das organizações são recursos que diferenciam-se cada vez menos, criando na forma de agrupá-los o verdadeiro diferencial. O somatório dos recursos tangíveis e intangíveis utilizados por uma organização pode ser inferior ao resultado do “todo agrupado”, desde que o cliente seja colocado em primeiro lugar, e, dentro de uma perspectiva de modernidade que os relacionamentos em cadeia/rede exigem.

Marco Bauhaus/Marcelo Salles

http://dic.busca.uol.com.br/result.html?t=10&ref=homeuol&ad=on&q=holismo&group=0&x=33&y=4

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