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Rio 2016 - Qual é o lugar do esporte?

Por Silvestre Cirilo

 

Rio de Janeiro, cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos! A cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016 começa a ver a grande transformação proposta para a cidade no período 2009-2016. Se nossos governantes conseguirem executar e gerir o planejamento proposto para o período em questão, os cariocas terão a oportunidade de ouro de verem o seu município transforma-se numa Barcelona dos trópicos. Transformação no sentido de infraestrutura e oferta de serviços. Após a apresentação da logomarca dos Jogos durante o último réveillon, em Copacabana, e a visita dos membros do COI (Comitê Olímpico Internacional), o prefeito Eduardo Paes apareceu na grande mídia dizendo que o cronograma está adiantado e, que o planejamento será cumprido à risca. Ok! Você venceu! Temos capacidade e coordenação para realizar tal evento.


No entanto e, apesar de ser um evento que mexe com toda a estrutura da cidade, os nossos gestores se esquecem do desenvolvimento de um setor: o esporte. Brinco com meus amigos que o desenvolvimento do esporte carioca e a sobrevivência de quem trabalha nessa área depende do que for feito até o ano de 2016.


Ao acessar o sítio da prefeitura do Rio e contemplar uma leitura do plano estratégico para o período 2009-2012, na seção esporte e lazer, observa-se que as metas concentram-se na construção de infraestrutura (100 quadras em bairros e escolas até 2012 e finalização de 3 vilas olímpicas e construção de mais 4) e, os indicadores de desempenho se resumem à quantidade de construções concluídas até 2012. Mas, onde fica a convergência disso com a Lei nº 9.615, de 24/03/1998? Essa lei versa sobre a tipificação do esporte no território brasileiro.


Esporte de participação, esporte escolar e esporte de rendimento. Nossos governantes tem vindo à mídia com bonitos discursos em relação ao esporte de rendimento, construção de Centros de Treinamento, bolsas para que os atletas se preocupem somente com o seu treinamento etc. Mas, como chegar ao alto rendimento sem passar pela base? Como chegar ao ensino superior sem passar pelo fundamental? O que vem sendo feito na base da pirâmide esportiva? Como está sendo a gestão de programas de iniciação esportiva e da educação física escolar? Como está se tratando os talentos que surgem nos rincões do Estado?


Teremos Jogos Olímpicos em 2016, mas e o esporte após o evento, como fica? Haverá estratégias possíveis para o seu desenvolvimento após o maior evento esportivo do Planeta Terra? Como gerir o esporte sem associá-lo perigosamente com a política? É possível planejar uma política pública que contemple os tipos de esporte citados acima e, que eles sejam convergentes num único objetivo: ofertar à população um serviço de qualidade e continuidade?

 

Silvestre Cirilo dos Santos Neto – Discente do Mestrado em Gestão e Estratégia em Negócios da UFRRJ (PPGEN).  Graduado em educação Física pela UFRRJ, já atuou como assessor de planejamento na Secretaria de Esporte e Lazer em Angra dos Reis e, atualmente trabalha na Coordenação de Esportes, em Itaguaí. Lattes: http://lattes.cnpq.br/6019204382941450

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