Domingo, 19 Nov 2017
   
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Pelo fato de muitos amigos estarem associados a minha trajetória profissional, tive a felicidade de receber deles outro ingrediente importante: conhecimento. Este, fator definitivo para construir uma história profissional da qual podemos nos orgulhar. Sim, tive a grata oportunidade de estudar em Instituições que oferecem formação de qualidade. Também trabalhei em lugares de deixar saudade. Nesses lugares encontrei pessoas inesquecíveis, sempre generosas e dispostas a trocar informação, compartilhar conhecimento.

 

A todos os professores, sempre um agradecimento especial. Aos orientadores de mestrado e doutorado, aqueles abraços mais fortes, claro, pois eles me aturaram com paciência ímpar. No CTUR, de 1988 a 1990, além de ser técnico em agropecuária, aprendi sobre política, filosofia e poesia. Na UFRRJ, no curso de Administração de Empresas, de 1991 a 1994, estive ao lado de um grupo idealista e determinado a desbravar uma carreira que, naquela época, não tinha a expressão que tem atualmente. Havia mais aluno do que oportunidade de estágio! Encontrei pessoas especiais na ESPM/RJ, onde fiz meu lato sensu em Marketing, entre 1995 e 1996. De 1999 a 2000 fiz meu mestrado em Eng. de Transportes no PET/COPPE. De 2004 a 2008 fiz meu doutorado no CPDA/UFRRJ. Trabalhei como professor no UBM e na FACNEC, Itaboraí, entre 2000 e 2002. Trabalhei no Centro de Processamento de Dados da UFRRJ, de 1993 a 1996, onde muito aprendi sobre TI e tomada de decisão. Trabalhei na Biblioteca Central da UFRRJ, em 1992, oportunidade única para ler e estudar, e também para trabalhar com pessoas muito inteligentes e atualizadas.


Trabalhei na UFF-VR, em 2008, por pouco tempo, mas tempo suficiente para dizer que lá está um grupo que fará do curso de Administração da UFF de Volta Redonda um dos melhores do Brasil. Sempre me sentirei parte desse grupo, apesar das minhas próprias vacilações e contradições que sempre me atrapalham e afastam de lá. Trabalho como professor na UFRRJ desde 1999. No início como professor voluntário, situação na qual permaneci até 2002, quando fiz concurso. Nesses lugares tive a oportunidade única de trabalhar com grandes mestres. Gostaria de mencionar brevemente Marcelo Álvaro, Murilo Alvarenga, Francisco Paulo, Ilton Curty, Marcelo Sales, Cesar Fróes, pessoas com os quais pude trabalhar com mais proximidade. Porem, sem dúvida alguma, aprendi com todos os meus colegas, em seus erros e acertos, situações estas que espero poder registrar aqui.


Em Seropédica, a oportunidade única de conhecer e conviver com muitas pessoas, desenvolver muitos laços de amizade e afeto. Mas vale ressaltar, inicialmente, meus laços com Marcio e Betinho, e com suas respectivas famílias. São os amigos centrais em minha vida, pois muito experimentamos juntos desde que começamos a estudar no Colégio Fernando Costa, em 1983, na sexta série. Estávamos constantemente juntos, fato que durou até o momento em que compromissos profissionais nos colocaram para lados diferentes. Estivemos juntos na fase de desbravar de bicicleta os confins de Seropédica, na fase de paqueras, namoros, viagens de carnaval e por aí vai, tudo muito lúdico, saudável. Muitos nos estimulamos e ajudamos na fase de definição das opções profissionais, quando todas as dúvidas do mundo pairavam sobre nós. Com o passar do tempo, muitos outros amigos apareceram, e todos serão devidamente lembrados.


Com suas famílias pude experimentar a sensação de ser filho caçula. Ao tio Leo e tia Ilza, pais do Marcio, minha eterna gratidão por ter me estimulado a estudar, muitas das vezes me tirando da rua, da vadiagem mesmo. Também por terem me levado em algumas de suas viagens, por me participar das diversas ações empreendedoras do tio Léo, e, acima de tudo, por sempre me receberem com carinho em sua casa. Um grande aprendizado extraí do convívio com o tio Léo: bom humor e otimismo. Este mesmo carinho não me faltou na casa do tio Neco e da tia Severina, pais do Betinho. Tia Severina foi importante para recuperação da minha saúde numa época em que passei por muitos problemas. Levava-me a médico e dentistas, preparava-me chá de plantas medicinais, sempre me oferecia comida e, com sua habilidade de crochê, fez uma blusa de frio de lã, da qual jamais vou poder me esquecer. Depois que me mudei de Seropédica, em 1986, a casa do Betinho era meu porto seguro, sempre me oferecendo um pouso sem igual. Sueli e Selma, irmãs do Betinho, sempre me recebiam com carinho e disposição para conversar sobre temas importantes, e sempre com excelentes conselhos e exemplos.


Sim, não cabem todos aqui, texto inicial, mas, conforme, esse texto for aperfeiçoado, a partir da contribuição de vocês, essa história será melhor relatada. Sei que todos entenderão meus pequenos esquecimentos e que me enviarão suas contribuições para enriquecimento desse texto.