Domingo, 19 Nov 2017
   
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Sobre o Bauhaus

Muitas pessoas me perguntam sobre o porquê do Marco Bauhaus.

O “Marco Bauhaus” surgiu no CTUR, graças as inquietudes que eu e alguns colegas tínhamos na época, em 1989. Lembro-me que tivemos um atrito com um professor que, para dar um gelo, nos proibiu de assistir algumas aulas práticas em nossas turmas. Nas aulas práticas do CTUR a turma era dividida ao meio, grupos A e B. Criamos então o chamado Grupo C. Não satisfeitos, decidimos que iríamos assinar com outros nomes. Da busca por esses codinomes saiu o Marco Bauhaus. Bauhaus acabou virando o nome de batizado da turma! Isso após uma eleição tão disputada quanto hilária.

Gostei da inspiração por trás do movimento pró-Bauhaus que fizemos para dar o nome para a Turma 33, Agropecuária, de 1990. Um texto da época achado em meus registros dizia:

Bauhaus é o símbolo para toda a situação de crise. Combina idéia de realização e realidade. É uma maneira superior de avaliar a vida. Com Bauhaus você começa a pensar sem seus valores, nas suas aspirações, num possível estilo de vida e identidade.”

O convite de formatura não teve esse texto. Não sei quem foi o autor dessa adaptação do que parece ser um texto de outra pessoa, mas achei tão interessante que resolvi abraçar a causa. O próprio movimento de colocação do nome da turma foi muito interessante, teve eleição acirrada, bem discutida. Tínhamos divergências na turma, rivalidade natural entre grupos de alunos com visões de mundo distintas. Meu associei a um grupo bem idealista; falávamos de política, poesia, amores, mudanças sociais, criatividade, futuro etc. Com o tempo passei a usar o Marco Bauhaus em alguns textos que produzi. Depois que entrei para a Rural como aluno de graduação, em 1991, o apelido já estava consolidado.

Enfim, é um grande orgulho ser também o Marco Bauhaus. Mais: percebo hoje que todo processo foi, em si, minha primeira tentativa de branding: desenvolver o conjunto de significado para o Marco Bauhaus. Hilário falar isso, pois sou totalmente contra o marketing pessoal. E não tenho muito conhecimento sobre arquitetura e design, áreas basilares da Escola Bauhaus.

Bem, o importante é que o Marco Souza, o Marco Antonio, ou qualquer outro Marco que eu tenha sido, são totalmente favoráveis a todo os valores e aspirações que tínhamos no tempo do CTUR. E não há problema algum em transferir todo esse riquíssimo conjunto de significados para as práticas que tornaram o meu dia-a-dia algo de muito orgulho para mim.